Ter muito dinheiro pode ser uma maldição. Se você enriqueceu com o tempo, talvez se identifique com outras pessoas que dizem que eram mais felizes antes da fortuna.
Ao final da vida, muitos milionários sentem que a melhor época de sua vida foi antes de enriquecer, em época com grandes desafios e crescimento. E depois de enriquecer, a vida perdeu a graça. Quando você tem muito dinheiro, você não quer comprar nada.
Dinheiro Arata.
Um paradoxo que pode acontecer quando você passa a ter muito dinheiro é que a experiência de compras é arruinada. Quando você não tinha condições de comprar tudo, você tinha desejos, sonhos, fazia planos… e isso tornava a compra mais prazerosa. Agora que você pode ter tudo, existe um desejo reprimido menor e por isso o ato de comprar fica menos interessante.
É assim que, de repente, você se vê atraído por lojas de marcas caríssimas, onde você é saudado pelo seu nome, é servido champanhe, e fica cercado por pessoas da alta sociedade. Esse tipo de experiência VIP cria mais emoção na hora das compras.
Mas, parte da maldição de ter uma fortuna, é que você talvez sinta culpa por desperdiçar dinheiro com luxos que você não precisa, e você talvez se preocupa que a sua vida pareça superficial.
Se você tem sentido necessidade de procurar por algo mais significativo na sua vida, pense em maneiras mais estratégicas de aproveitar o seu dinheiro e realmente cultivar mais alegria e satisfação. Isso começa com entender que ir às compras e comprar são duas coisas diferentes.
Atenção: este não é um serviço de aconselhamento financeiro. Leia o aviso completo antes de continuar.
1. O que é “Ir às compras”? É algo que pode ser divertido. Mas não deixe que esta seja sua única fonte de diversão.
Ir às compras vai além de comprar algo: é sobre a experiência, a emoção, as pessoas, e até o perfume da loja. Você sabia que cada loja chique tem um perfume específico de ambiente? Pois é. Acima de tudo, ir às compras hoje é como descobrir algo que tem “a sua cara”, é um ritual de reforço de identidade e o desejo de impressionar outras pessoas.
Esse ritual pode ser viciante e te prejudicar financeiramente. Você começa a sentir que sempre precisa de algo mais e mais. Mas o pico de dopamina, o prazer em comprar algo, dura cada vez menos. Isso pode levar a uma sensação de vazio que novos itens materiais não vão conseguir preencher.
A chave é encontrar um equilíbrio. As compras são uma ótima maneira de se tratar, principalmente quando você encontra algo especial para acrescentar ao seu guarda-roupa. Mas fazer compras não deve ser uma atividade em que seu foco seja apenas acompanhar as tendências ou impressionar as outras pessoas.
Para quebrar o vício de compras supérfluas, ocupe sua mente com outras atividades. Por exemplo: Quais foram os cinco livros mais interessantes que você leu no ano passado? Em que tipo de projetos você está envolvido atualmente? Quais são as causas importantes que você acha que podem nos ajudar a termos um melhor futuro como sociedade?
No meu caso, eu acredito no valor da educação e da consciência. Por isso é que eu ocupo uma boa parte do meu tempo pesquisando e criando conteúdo educacional. Sendo ainda mais específico, o conteúdo educacional da Arata Academy busca respeitar a sua capacidade de fazer escolhas por conta própria. E isso só é possível através de conscientização, esclarecimento. Quando este tipo de interesse fica claro para mim, outras coisas se tornam menos relevantes (como ficar gastando dinheiro para fazer compras). Eu raramente saio para gastar dinheiro, para ir às compras, pois é algo que não é do meu interesse.
Agora, pare um minuto para refletir. Pense nos momentos que você decide ir às compras para se divertir. É diferente de sair para comprar algo que você realmente precisa. Nessas ocasiões, será que você estava talvez indo às compras para deixar de pensar em algum problema ou alguma chateação? Cuidado para não criar o hábito de ir às compras para fugir de problemas.
2. Se você está passando por algum problema ou preocupação, não deixe o hábito de ir às compras virar um escapismo.
Você já se sentiu como se sua vida estivesse fora de controle? Que está tão sobrecarregado com problemas que é mais fácil tentar esquecer esses problemas? Para se distrair dos problemas, muitas pessoas se voltam para o shopping ou o consumo de produtos em busca de um sentimento de realização ou felicidade.
Ir às compras pode até provocar um alívio temporário, mas não funciona a longo prazo. Além de ser um hábito que pode se tornar caro, comprar coisas novas não faráfaraão seus problemas sumirem.
Em vez de se esconder atrás de uma compra, dê um tempo para focar no problema. Perceba que é normal ter medo ou se sentir sobrecarregado. Reconheça as emoções que surgem e trabalhe para encontrar maneiras de lidar e administrar essas emoções.
Quando você estiver no processo de reconhecer e abordar os seus problemas para achar soluções, você não precisa fazer isso sozinho. Peça ajuda a amigos e familiares e procure ajuda de um profissional, se necessário.
Não importa qual seja o problema, é importante lembrar que o shopping ou o consumo não são a resposta. A chave para encontrar a paz e a felicidade é trabalhar ativamente nos seus problemas, e não fugir deles.
3. Você não é o que você compra. Não permita que sua identidade seja definida por objetos.
É fácil julgar pessoas com base no que vestem, como decoram a casa, o carro que dirigem, ou o lugar luxuoso onde passam as férias. Inclusive, existem departamentos em empresas dedicados a instigar o consumismo para que sejamos vistos como um determinado tipo de pessoa. Nossa sociedade é bombardeada com mensagens sobre o que devemos comprar e como podemos parecer mais atraentes e bem-sucedidos.
Mas nós não somos o que compramos. O que nos define são nossas ações, valores e como tratamos os outros. São as ideias que temos e principalmente como nós expressamos essas ideias através de nossas ações. O que importa são os livros que lemos e as coisas que estudamos… e como colocamos tudo isso em prática. Embora itens materiais sejam importantes, eles não têm o mesmo poder de uma ideia. E mais importante ainda que uma ideia é como nós agimos, dando o exemplo de como transformamos ideias em ações.
Em vez de tentar comprar um determinado estilo de vida, foque em seu caráter e valores. Invista em seu bem-estar e em suas relações. Cultive seus talentos e conhecimentos, e ajude os outros a fazerem o mesmo. Foque em construir uma vida significativa, em vez de uma vida de posses. Esse é o verdadeiro caminho para o sucesso.
4. Quando você pode gastar sem limites, você fica aprisionado a um ciclo de insatisfação. Crie limites para se libertar.
Se você está em um ciclo interminável de compras e insatisfação, é hora de definir limites.
Pode parecer contraditório, mas limites trazem liberdade. Isso é especialmente verdade quando se trata de compras. Ao estabelecer limites, você se torna mais seletivo com os itens que compra.
Definir limites também é sobre assumir o controle de suas finanças. Ao estabelecer um limite máximo de compras, você gerencia melhor seu dinheiro e evita gastar demais. Você também pode usar esses limites para se preparar para o sucesso.
Para estabelecer limites estratégicos, é importante entender a psicologia do consumismo. O consumismo é impulsionado por emoções, como o desejo de aprovação ou a necessidade de validação. Quando você entender por que compra, pode aprender a controlar suas emoções e seus impulsos para se tornar uma pessoa mais realizada.
Você tem o poder de tomar controle dos seus hábitos de gastos e tomar decisões conscientes que se alinham com seus valores e objetivos.
Fazer compras pode ser divertido e gratificante, mas é importante estar ciente de quando isso está causando mais mal do que bem. A decisão é sua entre ser dominado pelo consumismo ou ser uma pessoa livre que está no controle das suas finanças e da sua vida. Você pode ser consciente, sábio e discernir com as suas compras e tomar decisões que te empoderem.
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