A China proibiu o Bitcoin e ninguém se importa

Em 2021, a China proibiu que os mineradores de bitcoin atuassem em seu território. Depois, também proibiu qualquer operação com criptomoedas. Todo mundo ficou comentando a notícia com muita preocupação. Algumas pessoas especulavam que quando houvesse um movimento de governos banirem o Bitcoin, seria o fim. Porém, o Bitcoin continua muito bem e com força cada vez maior.

Primeiro, vamos aos fatos. A China fez três proibições sobre criptomoedas durante o ano de 2021. Em maio, proibiu que instituições financeiras fizessem operações com criptomoedas. Em junho, proibiu a atividade dos mineradores. E em setembro proibiu o uso de criptomoedas no país. O motivo divulgado foram os “riscos individuais para a sociedade”, mas na prática parece ser só uma reação à perda do poder do estado sobre o dinheiro.

E essa é a boa notícia. Os mineradores podem migrar com facilidade para outras regiões e a rede Bitcoin continua funcionando normalmente. Usuários chineses que possuem as chaves privadas continuam sendo detentores dos próprios bitcoins e caso queiram movimentar esses bitcoins podem usar métodos de privacidade. É parecido com a proibição ao Twitter, YouTube, Google e outras redes sociais na China. A proibição é impossível de ser colocada em prática de modo eficaz.

Quando um país centralizador proíbe o Bitcoin ele só prova que o Bitcoin é algo relevante e bem sucedido no seu ideal de descentralizar o poder sobre o dinheiro e devolver o controle do dinheiro para as pessoas, tirando a concentração de poder das mãos do estado e assim evitando abusos.

Por isso notícias como essas são motivo para comemoração e não preocupação!

Atenção: este não é um serviço financeiro. Leia o aviso completo antes de continuar.

1. A concentração de mineradores em um só país foi muito reduzida com a proibição chinesa.

Vamos falar primeiro sobre a proibição dos mineradores atuarem na China. Quando a China proibiu a mineração de criptomoedas, setenta por cento dos mineradores de bitcoin tinham as suas máquinas operando em território chinês.

Essa concentração de mineradores na China era um dos principais componentes do China FUD, a estratégia de medo, incerteza e dúvida sobre a segurança do Bitcoin.

O fundamento do Bitcoin é ser uma moeda descentralizada, sem autoridades que podem decidir unilateralmente o futuro da moeda, livre da interferência estatal, em que a própria rede de usuários atua como participantes e reguladores do sistema. Esse ideal se alinha aos princípios do liberalismo econômico, que valoriza uma economia livre e movida pelos indivíduos, com mínima participação do estado.

A proibição chinesa fez com que os mineradores se descentralizassem um pouco mais, inclusive indo para países com economia mais livre.

Uma parte importante da autorregulação do bitcoin é feita pelos mineradores. São os mineradores que confirmam as transações, adicionam blocos ao blockchain e assim organizam a rede de forma segura.

Lembre que o bitcoin existe desde 2008 e nunca foi hackeado, mesmo valendo centenas de bilhões de dólares. Essa segurança acontece porque o Bitcoin é a rede com o maior poder computacional já recebido no planeta Terra. E todo esse poder computacional é provido pelos mineradores. Você pode ver o episódio vinte e um da série Dinheiro Arata se quiser entender em detalhes como isso funciona.

Quando os mineradores começaram a se concentrar na China, inclusive se associando para formar mining pools, isso gerava preocupação em algumas pessoas. Em vez de descentralização, a associação de muitos mineradores poderia levar alguma dessas associações a dominarem mais da metade das máquinas de mineração.

Para piorar, essa concentração acontecia em um país com poder político muito centralizado e autoritário.

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2. Quando a China proibiu a mineração, as máquinas migraram para países com maior liberdade.

A vantagem do Bitcoin é ser uma rede descentralizada, movida pelos interesses do mercado. Isso permite responder rapidamente aos incentivos econômicos.

Antes os mineradores iam para a China porque lá era mais lucrativo minerar. A energia elétrica e as locações para as fazendas de mineração eram relativamente mais baratas em algumas regiões da China do que em outros países com a mesma infraestrutura.

Quando a China proibiu a mineração de criptomoedas, os mineradores migraram para outros países e continuaram a operar.

O banimento chinês foi a maior mudança na distribuição geográfica da mineração de Bitcoin desde que a atividade de mineração se profissionalizou em uma escala industrial. Mas isso é motivo para comemoração. Agora nós temos uma rede mais descentralizada e atuando em países mais livres.

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3. A proibição chinesa é uma prova do sucesso do Bitcoin e deve ser comemorada.

Vamos falar agora da proibição do uso de criptomoedas na China, que aconteceu em setembro de 2021, depois da proibição da mineração. Mais uma vez, essa notícia deve ser motivo mais de comemoração do que de preocupação.

Para entender isso, nós precisamos voltar para as origens do dinheiro e para os motivos de criação do Bitcoin.

O dinheiro foi criado por particulares como um instrumento para resolver problemas particulares, ou seja, para facilitar o controle de quem tinha algo a dar e quem tinha algo a receber na troca de serviços e mercadorias.

Só tempos depois é que os governos passaram a controlar o dinheiro, centralizando as várias moedas sob uma moeda oficial estatal que as pessoas eram obrigadas a aceitar pela força da lei. Essa centralização de poderes nas mãos do governo começou a gerar abusos. Para terem mais dinheiro sem aumentar os impostos, os governantes abandonaram qualquer lastro e começaram a imprimir dinheiro sempre que precisavam de mais recursos.

Isso gera inflação da moeda, desvalorizando o dinheiro que você trabalhou para juntar. Quem explica isso muito bem é o economista Milton Friedman, que diz que “a inflação é, sempre e em toda parte, um fenômeno monetário que surge de uma expansão mais rápida na quantidade de dinheiro do que na produção total”

O abuso do governo no controle do dinheiro ficou muito claro com a crise econômica de 2008, que começou nos Estados Unidos e se espalhou pelo mundo. Naquela época ficou claro como as instituições financeiras privatizaram o lucro e socializaram o prejuízo.

Também em 2008, o Bitcoin White Paper foi lançado e era apenas um artigo propondo a criação de uma moeda particular, descentralizada, livre dos abusos do governo ou de qualquer autoridade central. Era um ideal liberal de devolver o controle do dinheiro aos particulares.

Hoje o Bitcoin é a única moeda descentralizada do mundo, usada por milhões de pessoas, com um valor de mercado de centenas de bilhões de dólares.

O Bitcoin tira parte do poder dos governantes sobre o dinheiro. Ninguém gosta de perder poder. Por isso, algumas reações são esperadas.

Em países com poder político centralizado como a China, essa reação pode ser feita em uma canetada. O governante simplesmente baixa uma lei proibindo o uso do Bitcoin no seu território. Isso aconteceu em outros países como Egito, Iraque, Qatar, Omã, Marrocos, Algéria, Tunísia e Bangladesh.

Algumas pessoas veem isso com preocupação. Mas esse tipo de reação é justamente uma prova do sucesso do Bitcoin. Se fosse algo irrelevante, os governantes não veriam o Bitcoin como uma ameaça ao próprio poder de controlar o dinheiro e não precisariam tomar nenhuma medida reativa. O fato de eles estarem reagindo significa que o Bitcoin está cumprindo seu propósito.

Além disso, uma lei por si só não tem o poder de parar a rede do Bitcoin. Se um morador desses países tinha bitcoins, ele vai continuar tendo os seus bitcoins porque a lei não é capaz de entrar na rede do bitcoin e remover a riqueza de lá. As moedas estão a salvo e seguras pelas leis da matemática, protegidas pela descentralização. Se essa pessoa quiser, ela pode usar os bitcoins em qualquer outro país.

Outro exemplo interessante é o caso da Nigéria, que também possui várias restrições contra Bitcoin porém é um dos países com maior adoção, pois ele resolve problemas reais das pessoas.

Por isso, se você acredita no ideal do Bitcoin, comemore. Agora nós temos uma rede mais descentralizada, com mais mineradores e países mais livres e com uma prova concreta de que o Bitcoin está cumprindo o seu propósito de ser dinheiro descentralizado, seguro e controlado pelas pessoas e não pelo governo.

A China proibiu a mineração e o uso de bitcoin em seu território. Mas essa notícia não deve ser motivo de preocupação e sim de comemoração para quem acredita nos ideais do Bitcoin de ser uma moeda descentralizada, livre e controlada pelas pessoas.

A proibição chinesa espalhou mineradores pelo mundo, fez com que parte deles migrasse para países mais livres e provou que o objetivo do Bitcoin de tirar parte do poder do governo sobre o dinheiro está sendo cumprido.

Essa é apenas uma prova do sucesso do Bitcoin, mostrando que ele ainda vai se valorizar muito no longo prazo. Este episódio foi teórico e por isso no caso de você ter interesse a conteúdo prático sobre como alcançar sua liberdade financeira, te convido a conhecer o nosso treinamento Mãos de Diamante. O treinamento ensina tudo o que você precisa saber sobre bitcoin e outras criptomoedas de maneira fácil e segura. Para conhecer o Mãos de Diamante, é só você acessar agora este link ou clicar no link que está aqui na descrição.