Tome cuidado com o “idiota útil”. Eles estão ajudando o governo a ficar mais forte e a fazer você e sua família mais fracos. E você precisa agir urgentemente para se proteger diante deste fenômeno que está se ampliando a cada dia. Hoje vamos falar sobre um aspecto importante da sua jornada de desenvolvimento pessoal: entender e proteger suas liberdades individuais diante da expansão do estado.
Veja um exemplo para demonstrar o crescimento do estado. Antigamente, não tinha câmera filmando todo lugar e com reconhecimento facil. Hoje em dia tem. Por isso, hoje está mais fácil monitorar e controlar. E a câmera é apenas um exemplo. Daria para ficar horas e horas falando de vários exemplos de como o estado utiliza a tecnologia, a cultura, o legislativo e o judiciário para ganhar um poder cada vez maior. Este é um fenômeno que está acontecendo em todos os países e por isso quero deixar claro que não estou fazendo crítica ao partido político A ou B ou C. Estou descrevendo um fenômeno que é já documentado tem quase meio século por Bertrand de Jouvenel
À medida que os governos crescem e se tornam mais poderosos, muitas vezes começam a limitar a liberdade das comunidades locais e dos indivíduos. Isso acontece muitas vezes por pedido do próprio povo. São os próprios cidadãos: nós pedimos mais segurança, igualdade, mais justiça, mais benefícios, mais ajuda do papai estado.
E apesar desses pedidos (geralmente) terem uma boa intenção, eles podem acidentalmente levar a um governo maior e mais controlador.
1. O que significa a expressão “idiota útil”.
O primeiro inimigo é o “idiota útil”. Você já ouviu essa expressão antes, certo? Algumas pessoas ficam irritadas quando ouvem isso porque só conhecem a palavra “idiota” como um insulto, uma ofensa, como chamar alguém de estúpido. Mas você sabia que “idiota” na verdade significa algo diferente? É totalmente aceitável usar a palavra IDIOTA nesta situação.
A palavra “idiota” vem do grego “idiōtēs”. Naquela época, significava uma pessoa comum que não estava envolvida na política ou na vida pública. Na antiga Atenas, um “idiōtēs” era alguém que não participava da democracia direta da cidade.
Mais tarde, “idiota” começou a significar alguém sem educação ou não qualificado. Depois, passou a ser uma palavra para pessoas tolas ou estúpidas. Por isso que você acha que é um xingamento, mas originalmente, um “idiota” era apenas alguém que não estava envolvido na política.
Agora, vamos adicionar “útil”. Um idiota útil descreve alguém que apoia uma grande causa, mas não entende realmente o que está apoiando. Eles pensam que estão ajudando, mas podem estar ajudando uma causa ruim sem saber. Isso os torna úteis para as pessoas que realmente estão no comando daquela causa.
Então, um “idiota útil” é alguém que apoia uma ideia ou grupo político sem entender completamente o que isso significa ou o que acontecerá por causa disso. Eles são “úteis” porque seu apoio ajuda a causa a parecer boa, mas são “idiotas” porque não sabem muito sobre política.
Isso se conecta ao que estávamos falando antes sobre os governos ficando mais poderosos. E mais uma vez, repito para que fique extremamente claro: não estou aqui criticando o governo atual, nem o anterior nem o futuro. Meu comentário é apartidário, estou compartilhando com você as teorias de um livro bastante interessante, do Bertrand de Jouvenel que vou repetir o link aqui para quem quiser ler no original
À medida que o governo cresce, muitas vezes obtém o apoio de pessoas bem-intencionadas que acham que mais leis e regras resolverão os problemas da sociedade. Eles podem pressionar por coisas que parecem boas, como leis mais rigorosas proibindo as pessoas de fazerem isso ou aquilo.
Vamos por exemplo verificar uma legislação contra discursos de ódio. Na primeira vista, parece que é bom. Afinal de contas, quem é que não seria contra o ódio, certo? Agora o problema é não pensar nas consequências. Quem é que vai definir o que é ódio? Quem vai fiscalizar? Quem vai julgar? Será que nesse policiamento o aparelho do governo poderia ser capturado para tirar liberdades individuais e perseguir pessoas?
De certa forma, esses apoiadores podem ser “idiotas úteis”. E digo isso com todo o respeito e cordialidade. Não estamos aqui dizendo que essas pessoas são estúpidas. Mas certamente não são pessoas que se dedicaram a quantidade de horas suficiente à análise política e jurídica daqueles pedidos que eles fazem. Eles veem as partes boas de uma nova lei, mas não os riscos a longo prazo para a liberdade.
Claro, isso não significa que todo o crescimento do governo seja ruim, ou que todos que querem novas leis sejam idiotas. Muitas leis e programas melhoraram nossas vidas e tornaram essas vidas mais justas. A coisa importante é pensar com cuidado e lembrar do valor da liberdade.
O Jouvenel destacou que, à medida que o estado cresce e se fortalece, muitas vezes isso ocorre às custas de coisas valiosas. Por exemplo o importante papel de nossas comunidades locais e autonomia individual. Basicamente, quanto mais o papai governo controla, menos liberdade temos para fazer nossas próprias escolhas.
Imagine por exemplo uma situação de emergência e o povo começa a se organizar para reconstruir uma estrada. Simbolicamente, isso representaria a força de colaboração comunitária e uma certa fraqueza do estado. E se os agentes no poder representando o estado não gostarem disso, eles tem todo um aparato jurídico para mandar autoridade ambiental interromper a obra dizendo que não tem licença, não tem autorização, alvará, que está violando regulamento, ou seja, é o estado com força sufocando a iniciativa privada. E numa situação teórica dessas, pode até aparecer idiota útil aplaudindo essa repressão.
Entende como tudo o que a gente está falando tem um impacto direto na sua vida? O tema é o perigo dos idiotas úteis e a intromissão excessiva do estado na vida privada. Não estamos só falando de reconstruir ponte quebrada, estrada esburacada. Estamos falando de tudo no dia a dia da nossa vida: menos privacidade, mais vigilância, maiores riscos de problemas jurídicos. Pode parecer que você está constantemente correndo o risco de violar alguma regulamentação obscura que nem sabe que existe.
2. Como agir e se proteger de conflitos desnecessários.
Mas você não precisa ficar só olhando com medo. Você pode agir. Há passos que você pode tomar em sua jornada de desenvolvimento pessoal para se proteger e manter sua autonomia.
Uma coisa chave é fortalecer seus laços com a família e a comunidade. Essas conexões locais e pessoais podem fazer uma grande diferença. A pior coisa é você se tornar uma pessoa completamente isolada, sem amigos, sem ligações de parentesco. Quanto mais isolado, mais vulnerável você fica e daí realmente você é quem vai precisar de amparo do papai estado pois não tem ninguém na sua vida em que você pode confiar. Então, fortaleça relacionamentos de confiança.
Em segundo lugar, não fique arrumando briga a toa, principalmente em redes sociais. Mesmo quando você está buscando estudar, seja discreto. Não fique procurando confusão se você não está preparado para brigar. Por exemplo, uma coisa que sempre digo é que você precisa realizar escolhas conscientes. Porém para decidir conscientemente, você precisa estudar. E para estudar, precisa ter o direito de fazer perguntas.
Porém vamos fazer um exercício de criatividade, de faz de conta. Imagine uma hipotética sociedade de tirania, eles podem tentar acusar as suas preocupações válidas como se fosse “fake news” ou “teorias da conspiração”, apenas para manter o controle sobre a narrativa. E eles frequentemente têm muitos “idiotas úteis”: pessoas que apoiam cegamente a narrativa oficial sem um pensamento crítico. É assim que a oposição acaba sendo silenciada.
Quando o governo ou outros no poder tentam calar a dissidência rotulando qualquer preocupação ou pergunta como “fake news” ou “teorias da conspiração”, mantenha a calma. Seu ego vai ficar com muito desejo de brigar, de rebater na hora. Mas às vezes, não é boa ideia comprar briga com “idiotas úteis”. Provavelmente você será esmagado, processado, vai perder seu patrimônio financeiro, sua conta bancária congelada, vai ser multado, vai ser cancelado, vai ter sua reputação destruída, pode ir para a cadeia.
O perigo com os idiotas úteis é que eles muitas vezes têm dificuldade em pensar criticamente. Elas podem ficar na defensiva ou até agressivas se você desafiar suas crenças. E em alguns casos, elas poderiam tentar causar problemas para você, acusando você de ser um inimigo do estado, ou dizendo que você está sendo ofensivo ou ferindo seus sentimentos. E você pode ser processado apenas por fazer perguntas.
No pior cenário, elas podem até tentar envolver as autoridades, denunciando você por algum suposto delito. E se o governo já estiver inclinado ao autoritarismo, eles podem estar muito felizes em usar isso como desculpa para perseguir você.
Então, qual é a maneira inteligente de lidar com isso? Seja estratégico sobre quando e como você se expressa. Escolha suas batalhas com sabedoria. Quando você está perto de pessoas em quem você não confia totalmente, pode ser melhor guardar seus pensamentos mais críticos para si mesmo. Guarde essas discussões para pessoas que você sabe que estão na mesma página: amigos, membros da família ou grupos comunitários que compartilham seu compromisso com as liberdades individuais.
Um bordão muito comum é “Mas o mal vence pois os bons se calam”. Tudo bem. Quer sair gritando, colocando a boca no trombone, comprando briga? A escolha é sua. A vida é sua. Apenas tenha a clareza, a consciência do que você está fazendo e entenda quais são as possíveis consequências. Se você acabar sendo depois perseguido, lembre que foi uma escolha sua. E desse jeito você evita arrependimento.
Isso não significa que você tenha que se acovardar e ficar em silêncio o tempo todo. Ainda há muitas maneiras de você trabalhar para uma mudança positiva. Existem maneiras certas, momentos certos para você se comunicar. Não pinte um alvo nas suas costas à toa. Foque em educar a si mesmo e aos outros, apoiando organizações que defendem as liberdades civis e participando de iniciativas locais que fortaleçam a autonomia de sua comunidade. Se você não quer financiar o sistema, então use bitcoin, que é uma maneira de tirar o seu dinheiro do sistema.
A chave é ser inteligente e pragmático. Não saia comprando briga desnecessariamente, seja com “idiotas úteis” ou, pior ainda, com quem tem mais poder do que você. Em vez disso, construa seu conhecimento, suas redes e sua resiliência. Dessa forma, você estará em uma posição muito mais forte para defender suas liberdades e ajudar outros a fazer o mesmo.
3. O papel do Bitcoin na proteção da sua liberdade financeira.
E uma ferramenta que pode ser realmente útil nessa área é o bitcoin. Agora, você pode estar pensando, “O que uma moeda digital tem a ver com liberdade pessoal?” Veja toda a série Dinheiro Arata que são vários episódios que eu explico. Quando você entende como o bitcoin funciona, começa a fazer muito sentido.
Pense: como é que os “idiotas úteis” e o governo podem controlar a sua vida? É através do seu dinheiro. Com moedas tradicionais, o governo e os bancos têm muito poder. Qualquer pessoa pode te processar e um juiz determina rapidinho congelar suas contas. É muito fácil monitorar suas transações e saber tudo de você e até forjar algo contra você.
Mas o bitcoin é diferente. Quando você mantém bitcoin em o que é chamado de “auto custódia” ninguém pode tirar isso de você. Nem um banco, nem um juiz, nem mesmo o governo.
Isso pode ser uma ferramenta poderosa para preservar sua liberdade financeira. Mesmo que o governo tente restringir seu acesso aos serviços bancários tradicionais, ou se começar a impor mais controles sobre como você pode gastar seu dinheiro, seu bitcoin permanece seu. Desde que você tenha suas chaves privadas, você tem controle.
Claro, isso também vem com uma grande responsabilidade. Se você perder suas chaves privadas, ou se não as proteger corretamente, seu bitcoin pode desaparecer para sempre. Por isso, convido você a estudar o bitcoin e pode dar uma olhada neste link
Ao entender o bitcoin, você está criando maior liberdade financeira para si mesmo que é muito mais difícil para qualquer outra pessoa controlar. E em um mundo onde a vigilância financeira e as restrições estão se tornando mais comuns, isso pode fazer uma grande diferença.

