A vida nos empurra e puxa em inúmeras direções. Frequentemente, a gente se vê equilibrando vários papéis, expectativas e responsabilidades.
Já sentiu como se estivesse tentando se encaixar em papéis que não combinam contigo? É fácil se perder em meio a tanta coisa. Com que frequência você para e se pergunta: será que isso realmente tem a ver comigo? Será que estou vivendo a vida que eu nasci para viver?
Lá no fundo, existe uma voz que sabe quem você é de verdade e o que você nasceu para ser. E você tem que aprender a ouvir essa voz.
1. Você precisa pagar suas contas. Busque atividades que tenham a ver com você e com o que você gosta.
Muita gente tem interesses que acabam ficando de lado por causa da correria do dia a dia. Pensa nisso. Quais são aquelas coisas que você adora, mas deixou de lado porque não pagam as contas de imediato? Pense naqueles domingos à tarde mexendo com tecnologia ou aquelas noites planejando viagens super detalhadas só por diversão. Essas paixões podem ser o caminho para carreiras bem rentáveis. A gente falou sobre isso no nosso episódio anterior sobre como mudar de carreira
Imagine transformar seu conhecimento em tecnologia em um negócio de consultoria ou usar seu amor por planejar viagens para criar uma agência de viagens especializada em experiências diferentes.
Como fazer isso? Primeiro você precisa de clareza. Comece listando essas paixões. Pesquise setores e funções que tenham a ver com elas. Você pode se surpreender com a quantidade de empregos e negócios que surgem da pura paixão.
Investir em cursos, se conectar com profissionais dessas áreas ou até fazer alguns trabalhos como freelancer podem ser seus primeiros passos. Lembre: transformar sua paixão em profissão não é um sonho distante, mas uma realidade que só está esperando você agir.
2. Entenda os papéis que você desempenha, mas lembre de quem você é de verdade.
A gente desempenha diferentes papéis. No trabalho, com amigos, em casa. Mas lá no fundo, está o verdadeiro você.
Talvez você seja muito bom em resolver problemas. Isso pode levar a um trabalho em gerenciamento de projetos. Ou talvez as pessoas sempre venham até você em busca de conselhos. Isso soa como um começo para abrir uma consultoria.
Descreva o que você consegue fazer com alta qualidade. Veja onde essas habilidades se encaixam no mundo profissional. Não se trata de mudar quem você é, mas de encontrar onde o verdadeiro você se encaixa melhor.
Agora, falando de papéis, Erving Goffman tinha uma ideia. Ele falava sobre “máscaras sociais”. A gente usa de acordo com a situação em que percebemos que estamos. São como papéis em uma peça de teatro. A gente muda conforme o lugar ou com quem estamos. É natural. Mas é fundamental lembrar: essas máscaras não são o verdadeiro você. São apenas papéis. Reconhecer a diferença ajuda a se entender melhor. Também indica onde você vai se sentir mais à vontade na sua carreira.
3. Encontre um equilíbrio nas concessões sem se perder.
Concessões são uma parte natural da vida. Quando falo em concessão, estou falando sobre aquelas vezes em que temos que ajustar nossos desejos e expectativas de acordo com a situação real. Por exemplo, imagine que você está escolhendo um restaurante para jantar com amigos. Você ama comida japonesa, mas um de seus amigos é alérgico a frutos do mar. Então, mesmo que você queira sushi, opta por um restaurante italiano para acomodar a todos.
Pense agora em uma decisão de carreira. Por exemplo, seu sonho era ser veterinário e cuidar de animais, porém seu pai queria que você se formasse em Direito para cuidar do escritório de advocacia da família. Ou talvez você tenha aceitado uma oferta de emprego que não é o emprego dos sonhos, mas oferece um salário melhor. Ter estabilidade financeira é importante, mas quantas vezes você faz esse tipo de concessão?
Você precisa avaliar regularmente as decisões que está tomando. São conveniências de curto prazo ou benefícios de longo prazo?
Aqui vai uma dica prática: Uma vez por semana, reserve um tempo para listar as concessões que fez. Leia com atenção. Depois, pergunte a si mesmo: essa concessão está alinhada com meus objetivos de longo prazo?
Claro, você precisa saber quais são seus objetivos de longo prazo. Mas mesmo que você ainda não tenha uma lista clara de seus objetivos, ainda pode sentir se suas concessões fazem sentido ou não. E, se ao longo do tempo, você perceber mais incompatibilidades do que compatibilidades, é hora de reavaliar. Talvez você não esteja vivendo a vida que deveria. Você tem que ser quem você nasceu para ser.
Em relacionamentos também, saber quando e onde fazer concessões é fundamental. Limites pessoais são essenciais. Estabeleça esses limites com clareza. Converse com quem você ama sobre o que está disposto a ajustar e o que é inegociável. Uma revisão periódica desses limites garante que eles continuem relevantes e respeitados.
4. Conheça seus valores e defina uma missão clara para te guiar.
Valores são a base das nossas decisões. No entanto, muitas vezes, a gente não define esses valores conscientemente. Isso é tão importante que é uma das primeiras atividades que vamos fazer no treinamento Planejando Sua Vida neste link
Reserve uma tarde de fim de semana para refletir sobre os momentos em que sentiu orgulho ou arrependimento. Quais eram os valores subjacentes que causavam essas emoções? Esse exercício geralmente traz clareza.
Para uma abordagem mais estruturada, experimente a técnica “Cinco Porquês”. Pergunte a si mesmo por que um certo princípio é importante para você. Quando tiver uma resposta, pergunte “por quê” novamente. Repita esse processo cinco vezes. No quinto “porquê”, provavelmente você terá chegado a um valor fundamental.
Seja quem você nasceu para ser. Quando você diz coisas nas quais não acredita, está desrespeitando essa regra. Quando faz algo que lá no fundo não quer fazer na sua vida, também não está sendo quem deveria ser. Com seus valores bem definidos, fica mais fácil definir sua missão de vida. Ela deve refletir esses valores, te guiando tanto nas grandes decisões quanto nas escolhas do dia a dia. Nunca esqueça: uma vida guiada por valores claros e uma missão bem definida é onde a autenticidade se destaca.
5. Use a técnica do “Verifica-Valor” ao tomar decisões.
Distrações estão por toda parte. Um convite para um evento. Um projeto tentador. Mas eles estão alinhados com seus objetivos? Você pode usar o método “Verifica-Valor”. Antes de dizer ‘sim’, pergunte a si mesmo: Isso combina com meus valores e missão? Você tem que verificar! Um ‘não’ significa que talvez seja melhor deixar passar.
Dizer ‘não’ é difícil. Mas é essencial. Cada vez que você recusa algo que não está no seu caminho, está dizendo ‘sim’ para o que é importante. Essa escolha ajuda a construir uma vida genuína e autêntica.
Claro, para usar essa técnica, você já precisa ter uma boa lista de valores claros. Podemos fazer isso juntos no Planejando Sua Vida.
6. Reveja suas ações todo mês e ajuste se necessário.
As pessoas mudam. Os objetivos mudam. Então, todo mês, por exemplo, no último domingo, sente e revise suas ações. Faça perguntas simples: Segui meus valores? Estou mais perto da minha missão? Anote seus pensamentos. Ajuda a ver o crescimento.
Uma vez por ano, faça uma pausa mais longa. Essa será a sua “avaliação anual”. Pense nas grandes mudanças. Comemore suas vitórias. Anote os desafios enfrentados. Não é só para se dar tapinhas nas costas. É sobre estabelecer novos objetivos. Ajustar planos. Ser fiel a si mesmo. Checagens regulares te ajudam a acompanhar seu eu em constante mudança.
7. Construa laços genuínos mostrando seu verdadeiro eu.
Relações autênticas são como ouro: raras e valiosas. Para cultivar autenticidade, comece sendo honesto. Seja sobre seus sentimentos. Sobre seus pensamentos. As pessoas notam. Vão confiar mais em você. Elas também vão se abrir.
Seja quem você nasceu para ser. Quando você é verdadeiro, atrai as pessoas. Elas se sentem seguras. Vão compartilhar segredos. Medos. Esperanças. Juntos, vocês formam um laço. É profundo. Te apoia. Te guia. Nos momentos difíceis e nos bons.
Mas como mostrar seu verdadeiro eu? Aqui vai um exercício simples: Anote três verdades sobre você, coisas que raramente compartilha. Na próxima semana, compartilhe uma com um amigo próximo ou familiar. Veja como se sente. Na maioria das vezes, leva a conversas mais profundas. É um passo em direção a um laço mais forte.
8. Ame a si mesmo. Aceite sua vulnerabilidade.
Ninguém é perfeito. Isso é fato. E está tudo bem. Até seus defeitos fazem parte de quem você é hoje. Então não os esconda. Comemore esses defeitos.
Quando você aceita seus defeitos, algo muda. Você se sente mais leve. Mais feliz. E os outros percebem. Eles também vão amar seus defeitos. Todos nós temos. Eles nos tornam únicos. Especiais. Aceitar imperfeições não é desistir. É entender. Crescer. É sobre ser genuinamente você.
Perfeição é uma ilusão. Mas autoaceitação? Isso é poder de verdade. Aceitar imperfeições não significa ignorar áreas para crescimento. É sobre entender e amar nosso eu por completo. E está tudo bem e é saudável ter metas para continuar se aperfeiçoando. Por isso o lema da Arata Academy é “Você melhorando sempre”.
Aqui vai uma técnica fácil que você pode fazer em casa: Sente em silêncio e pense em um defeito percebido. Agora, em vez de ver esse defeito negativamente, enxergue esse defeito como uma característica única que te faz ser quem você é. Por exemplo, se você acha que “fala demais, além da conta”, veja como “Tenho muito para compartilhar.” Essa nova perspectiva ajuda a nos apreciar de forma mais genuína. Lembre de fazer isso regularmente, transformando críticas em autocompaixão.
E como segundo passo, pense em uma habilidade que você pode aprender ou aperfeiçoar para tornar tudo ainda melhor. Por exemplo “Tenho muito para compartilhar. E sei que em alguns momentos as pessoas ao redor acham que falo demais. Por isso, quero melhorar minhas habilidades de comunicação para garantir que minhas mensagens sejam claras, concisas e tenham um impacto profundo nas pessoas.”
Ter amor próprio não é fechar os olhos para suas imperfeições. É aceitar quem você é. E ao mesmo tempo continuar se desenvolvendo. Dessa maneira, você se mantém realista e com a possibilidade de continuar melhorando cada vez mais.
Não é fácil lidar com tantos papéis e expectativas. Lá no fundo, você tem uma bússola interna, uma intuição, que sinaliza quando suas ações desviam de seus verdadeiros valores.
Quando você age contra esse guia interno, viola a importante regra de ser quem você realmente nasceu para ser.
Convido você a cultivar uma vida que esteja alinhada com seu eu autêntico, levando a um profundo sentido de realização. Você pode se juntar a mim neste link

