Imagina o Bob. O Bob conhece a Alice. Ela é a alma de toda festa. O sorriso dela é encantador. Ela está sempre conversando com gente nova, fazendo amigos por onde passa. O Bob fica super atraído por ela e começa a pensar nela como “a Deusa do Carisma” e eles começam a namorar.
Mas depois de alguns meses divertidos, eles terminam. Por quê? O Bob diz que é porque a Alice é “viciada em atenção”. Nas festas, o Bob começa a se sentir pequeno enquanto a Alice fica cercada de admiradores. A característica social dela que atraiu o Bob agora faz ele se sentir ciumento e bravo.
Engraçado, né? A mesma qualidade que atraiu o Bob acabou afastando eles. Mas e se essa não fosse a verdadeira razão? E se a mente do Bob tivesse inventado essa história para justificar o término?
Talvez lá no fundo, o Bob nunca quis mesmo um relacionamento sério com a Alice. Ele só queria se divertir por um tempo. Ou talvez o Bob tenha criado uma falsa expectativa de que ele poderia mudar ela depois que começassem a namorar. Ele tinha a ilusão de que ela de alguma forma deixaria de ser social. Agora o Bob CONFABULA que é muito ciumento para encobrir sua falta de interesse a longo prazo ou sua frustração porque a Alice não mudou como ele esperava.
É verdade sim que a popularidade da Alice e o verdadeiro ciúme dele levaram a algumas discussões. Mas o problema central era não querer um relacionamento a longo prazo com alguém que não estava disposta a mudar. Mas até ele mesmo não sabe disso.
1. Seu cérebro confabula para dar sentido às suas escolhas. Mas essas histórias podem ser falsas.
E é por isso que esta nossa conversa é importante. Vamos dizer que você terminou porque achou que seu parceiro era muito social. Aí você evita sair com outras pessoas sociais. Você até recusa um bom emprego porque tem muitos eventos sociais. Mas talvez ser social não fosse o verdadeiro problema no seu antigo relacionamento. Sua mente inventou essa história. É nisso que você acredita! Mas agora, você limita suas escolhas por causa de uma história que talvez não seja completamente verdadeira.
Hoje, a gente vai aprender mais sobre o que é confabulação. A gente vai ver como isso pode mudar as escolhas que você faz. E, o mais importante, quais são os riscos envolvidos em acreditar nas suas próprias histórias que não são verdadeiras.
Você tem que aprender a questionar as histórias que você conta para si mesmo. Pare um momento e pense mais sobre o que é realmente verdadeiro. Saber disso pode te ajudar a fazer escolhas melhores no futuro.
2. Confabular não é a mesma coisa que mentir.
Imagina que você come um biscoito ou bolacha. Alguém pergunta por que você comeu. Você pode dizer que estava com fome. Mas talvez você não estivesse com fome. Talvez você estivesse apenas entediado. Sua mente inventa um motivo, e você acredita. Isso é confabulação.
Você já se pegou inventando um motivo para por que fez algo? Você pode pensar, “Escolhi esse emprego porque é uma ótima oportunidade para crescer,” ou “Terminei com meu ex porque éramos muito diferentes.”
Mas e se esses motivos fossem apenas histórias que seu cérebro inventou? Isso se chama confabulação. “Con” significa junto, e “fábula” significa história ou conto, então: juntar uma história. Confabular. Quando você não sabe por que fez algo, sua mente inconsciente inventa uma explicação que você acha que é um fato.
Porém, preste atenção: Confabular não é a mesma coisa que mentir. Quando você mente, você sabe que não está falando a verdade. Mas com a confabulação, seu cérebro realmente acredita na história que cria.
3. Seu cérebro substitui memórias que sumiram com histórias inventadas. Então sempre questione sua própria certeza.
Confabulação é um termo psicológico que descreve quando sua mente cria uma história falsa para preencher lacunas na sua memória ou entendimento. Você não está fazendo isso de propósito. Seu cérebro está fazendo isso por você. E é mais comum do que você pode imaginar. Para parar de errar com suas habilidades de memória, eu recomendo muito que você veja o vídeo especial que a gente disponibilizou neste link: ali tem o melhor método para você usar ganchos de memória e realmente poder confiar no seu cérebro.
Por que a confabulação acontece? Tem muita discussão e vários especialistas falam sobre como a confabulação pode acontecer em diferentes cenários. Não é só sobre escolhas do dia a dia como o namoro da Alice e do Bob. Também pode acontecer em condições médicas como amnésia, lesões cerebrais, síndrome de Korsakoff e doença de Alzheimer. Nestes casos, o cérebro está trabalhando ainda mais para tentar dar sentido às coisas.
Não importa se estamos falando de uma condição médica com lesão cerebral ou o caso de alguém com um cérebro perfeitamente saudável. Todo mundo com um cérebro precisa de uma história clara. Seu cérebro não gosta de lacunas ou pontas soltas. Ele quer que tudo faça sentido. Então, quando tem um pedaço faltando no seu entendimento ou memória, seu cérebro substitui por uma história que parece se encaixar.
4. A confabulação nos ajuda a entender o mundo. Mas esse entendimento muitas vezes está errado.
Confabulação é quando seu cérebro tenta ligar os pontos. Isso às vezes pode levar a erros. Um tipo é chamado de confabulação espontânea. Imagina que sua vó está no hospital. Você está do lado fazendo companhia. Ela acorda, pensando que precisa fazer jantar para você. Em vez de você ter uma longa discussão estressante dizendo que ela não está em casa, que ela está no hospital, você pode simplesmente dizer: “Não se preocupa, vó. Eu já comi.” Ela se acalma e volta a dormir.
A confabulação espontânea é essa que acontece do nada, de repente. Por outro lado, existe a confabulação provocada. Isso é quando você não consegue lembrar uma resposta, então você inventa uma ou aceita algo aleatório como verdade. Por exemplo, você está conversando com um amigo sobre um filme. Você menciona “aquele filme… com aquele cara fortão, musculoso…” Seu amigo, que gosta de brincar, diz: “Ah, Woody Allen?” Você não reconhece o nome, mas diz: “É, é!” Seu amigo ri porque você caiu na pegadinha dele.
De certa forma, até mesmo sonhar acordado pode ser uma forma de confabulação. Você trabalha em uma startup e precisa pesquisar uma forma de pagar seus desenvolvedores de software que estão em outro país. De repente o PayPal decidiu congelar sua conta então você precisa de outro método. Então você começa pesquisando bitcoin, depois percebe que existe uma discussão interessante sobre mineração de bitcoin e energia renovável. Depois você vê um artigo sobre como turbinas de energia eólica podem matar pássaros, o que te leva a outro sobre espécies em extinção. E quando você menos percebe, você está a fundo em um site sobre a ética da clonagem de águias carecas. Espera aí, como você chegou aqui? Isso não tem nada a ver com seu projeto original, que era encontrar uma forma de pagar sua equipe no exterior! Seu cérebro tem estado ocupado ligando os pontos, mesmo que eles não se conectem realmente. É muito parecido com confabulação e pode fazer você perder produtividade.
5. Honestidade é a melhor política.
Fique atento ao seu hábito de simplesmente concordar, como no exemplo do Woody Allen. É melhor admitir que você não tem certeza. Isso te torna mais consciente do que você diz e as pessoas vão confiar mais em você.
Entender a confabulação pode te ajudar no dia a dia. Se você não consegue lembrar detalhes do projeto, apenas diga que vai verificar de novo. Essa é a atitude profissional que se espera. O que sua equipe não quer é que você finja saber tudo e simplesmente dê respostas aleatórias que não têm nada a ver com a realidade.
No nosso treinamento avançado Inteligência Arata Academy, vamos ver como melhorar a função do seu cérebro e você pode ver mais neste link. Seu cérebro adora contar histórias. Mas às vezes, ele fica criativo com os fatos. Estar ciente disso te mantém com os pés no chão.
Todos nós confabulamos um pouco. Mas estar ciente disso te ajuda a se basear nos fatos reais. Saber quando seu cérebro está saindo do controle vai ser muito útil. Dessa forma, você faz escolhas baseadas no que é real, não no que é inventado.
6. Seu cérebro fala com você. Tenha certeza de questionar de volta.
Vamos olhar para o seu dia a dia. Imagina que você está escolhendo entre dois empregos. Um paga mais, mas o outro é mais perto de casa. Você escolhe o mais perto e diz para si mesmo que é porque você valoriza o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Mas talvez, lá no fundo, você estava com medo de que o emprego que paga mais fosse muito desafiador. Seu cérebro inventa um motivo nobre para proteger sua autoestima.
A confabulação também pode afetar seus relacionamentos. Vamos dizer que você termina uma amizade e diz para si mesmo que é porque seu amigo era muito negativo, reclamava muito. Mas talvez, a verdadeira razão seja que você se sentia inseguro sobre sua própria vida em comparação com a vida do seu amigo. De novo, seu cérebro cria uma história que te coloca em uma luz melhor.
Entender a confabulação pode ser um divisor de águas. Isso te ajuda a questionar as histórias que você conta para você mesmo. Elas são realmente verdadeiras? Ou são narrativas convenientes que seu cérebro criou? Estar ciente disso pode te ajudar a fazer escolhas mais alinhadas com seus verdadeiros sentimentos e valores.
Então, da próxima vez que você se pegar justificando uma decisão, faça uma pausa. Pergunte a si mesmo: “Esse é o motivo real ou é uma história que meu cérebro inventou?” Você pode se surpreender com o que descobrir.
Seu cérebro está te alimentando com histórias agora mesmo, afetando suas escolhas e sua percepção da realidade. Isso não é mentira; é confabulação. Mas é urgente que você tome uma atitude. A honestidade é sua melhor defesa. Não deixe mais um momento passar vivendo em um mundo construído em histórias falsas. Pegue as ferramentas de que você precisa imediatamente neste link

