Como arrumar a memória ruim

Você se lembra do que comeu no almoço de terça-feira passada? Provavelmente você não se lembra. Porém, se eu perguntar onde você estava quando recebeu uma notícia chocante anos atrás, você vai lembrar dos detalhes. Isso prova que sua memória funciona bem. A sua memória apenas seleciona o que tem impacto real.

Você pode ser o profissional que esquece o nome de um cliente cinco segundos após o aperto de mão. Ou você pode ser o líder que precisa pedir para repetirem a mesma explicação em toda reunião. Talvez você tenha se convencido de que nasceu com um problema de memória. Mas a memória não é um dom genético. A memória não é um músculo que está predeterminado para ser forte ou fraco. A memória é um sistema de associação e emoção. Você lembra daquela viagem de dez anos atrás porque aquilo significou algo para você. O relatório de ontem era apenas um dado seco. Por isso você esqueceu.

Tem uma história que ajuda muito a você se libertar. É a história do elefante e da corda. Um elefante enorme fica preso a uma estaca minúscula por uma corda fina. O elefante poderia arrebentar aquela corda com apenas um passo. Mas o elefante nem tenta fugir. E sabe qual é o motivo? Muitos anos atrás, quando o elefante era um bebê, aquela mesma corda era forte o suficiente para prender o animal. O bebê tentou se soltar e não conseguiu. O elefante aprendeu que era incapaz. E agora ele continua acreditando na limitação do passado. Por que estou te contando essa história? O que tem a ver com você? É a mesma coisa! A sua ideia de que você tem memória ruim é a sua corda fina. Você acredita que é incapaz porque nunca testou sua força com a estratégia certa.

Nesta nossa conversa de hoje, vamos transformar sua mente em uma ferramenta de alta performance. Você vai aprender a fazer o seu cérebro despertar interesse naquilo que você precisa lembrar.

1. Transforme dados chatos em filmes ridículos. O seu cérebro ama o absurdo.

O cérebro humano ignora o que é comum. O cérebro foca no que foge do padrão. Uma informação comum é apenas um ruído para o seu sistema de retenção. Para que um dado grude na sua mente, você deve usar a Elaboração Bizarra. Imagine que você precisa lembrar de uma lista simples de coisas para fazer. A lista tem “comprar pão”, “ligar para o fornecedor” e “revisar um contrato”. Como é que você vai lembrar disso? Não repita apenas as palavras. Crie um filme ridículo na sua mente.

Imagine um pão gigante saindo do seu telefone. Esse pão grita o nome do fornecedor. O fornecedor está vestindo uma capa feita de folhas de contrato. Quanto mais estranha for a imagem, mais o seu cérebro acreditará que a informação é importante. Aquilo é chamativo. Você precisa substituir a repetição lógica pela imaginação visual exagerada. Isso funciona porque o cérebro prioriza o processamento visual e emocional.

Você entendeu o mecanismo? Basicamente, você está parando de decorar palavras. Você está começando a criar ganchos visuais. Isso é fundamental. Sem esses ganchos, você está pedindo para o seu cérebro guardar algo que não tem valor. O cérebro descarta o que é comum para economizar energia. Agora, quando você cria o absurdo, você vende a importância daquela informação para o seu sistema nervoso. Sem a Elaboração Bizarra, você continuará esquecendo dados importantes apenas alguns segundos depois de ler.

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2. Como fazer para nunca esquecer um nome? Você precisa focar em um detalhe único.

Você já passou pela vergonha de ser apresentado a alguém e, cinco segundos depois, não saber o nome da pessoa? Isso é terrível. Cuidado com este hábito. Esquecer o nome de um parceiro de negócios ou de um cliente prejudica sua imagem profissional. Passa a impressão de que você não se importa. E você não deve confiar na sorte para lembrar nomes. Você pode seguir etapas conscientes no momento da apresentação. Quando alguém for apresentado a você, ignore todo o resto do ambiente por apenas três segundos e mantenha foco.

Primeiro, procure um detalhe visual único na pessoa. Vamos imaginar que ele está usando uma gravata vermelha. Segundo, ouça o nome com atenção e repita em voz alta imediatamente. Se o nome é Leo, você diz: ‘Muito prazer, Leo’. Terceiro, crie a associação. Leo lembra ‘leão’. Olhe para a gravata vermelha e imagine um leão feroz pendurado nela, mordendo o tecido. Crie essa cena ridícula na sua mente. Por fim, use o nome novamente ao se despedir. Esse processo força o cérebro a criar uma trilha neural dupla. Isso também é conhecido como gancho de memória e a gente vai praticar junto com exercícios neste link

Percebe como isso muda o seu resultado? O motivo dessa prática ser importante é que a maioria das pessoas esquece o nome porque nunca registrou o nome. Elas estavam ocupadas demais pensando no que dizer a seguir. Quando você aplica esses passos, você garante que nunca mais passe pelo constrangimento de travar ao encontrar um cliente. É uma questão de presença e respeito. Sem esse registro inicial, nenhuma técnica de memória vai funcionar.

3. Invente uma história mentirosa. O seu cérebro precisa de um motivo para guardar números.

Dados isolados são difíceis de reter. Eles não possuem contexto emocional. O nosso cérebro é uma máquina de buscar causas e efeitos. Nós detestamos o que parece aleatório. Se você precisa memorizar que o faturamento caiu 12%, não tente decorar o número puro. Você deve criar uma razão. Mesmo que a razão seja inventada.

Você pode dizer para si mesmo que o faturamento caiu 12% porque os 12 meses do ano decidiram entrar em greve. Ao criar esse porquê inventado, você fornece ao cérebro uma história. A mente não armazena números com eficiência. Porém, a mente é incapaz de esquecer uma narrativa que estabeleça uma conexão. Essa mudança transforma você de um observador passivo em um estrategista da própria mente.

Isso é um divisor de águas. Sem um porquê, a informação fica órfã. Ao inventar uma história, você dá um lar para aquele dado na sua estrutura de conhecimento. Grandes palestrantes lembram de estatísticas complexas desse jeito. Eles não lembram de porcentagens. Eles lembram da lógica por trás delas. Sem um contexto narrativo, os dados simplesmente desaparecem da sua cabeça.

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4. Pare de culpar a sua genética. O que você precisa é de um método organizado.

A crença de que sua memória é ruim é apenas o resultado de uma estratégia ineficiente. Quando você diz que não consegue lembrar, você está aceitando a estaca do elefante. Você não está testando a sua corda. No treinamento Inteligência Arata Academy, nós não focamos em exercícios repetitivos. Exercícios repetitivos apenas cansam a mente. Nós trabalhamos na construção de sistemas que automatizam a retenção.

Você precisa entender que ter uma boa memória não é sobre esforço. Ter uma boa memória é sobre método. Isso é fundamental. Se você continuar achando que o problema é biológico, você nunca vai buscar a ferramenta certa. Não se trata de ter um cérebro maior. Trata de ter um processo melhor para rotular e guardar o que entra. É a diferença entre ter um armazém bagunçado e uma biblioteca organizada. Se você quer entender como configurar sua mente, visite este link.

O segredo de quem nunca esquece nada não é um cérebro privilegiado. O segredo é um sistema de organização infalível.

A sua memória é como água fresca em um balde. Se o balde estiver furado, a água vai escorrer. Os furos do balde são a falta de atenção e a falta de significado. Quando você organiza a entrada da informação, a saída se torna automática. Você para de se ocupar em tentar lembrar. Você passa a ter a informação disponível para usar com sabedoria. Para uma demonstração completa e mais detalhada de uso da técnica de uso de ganchos de memória você pode visitar este link