Imagine se você não tivesse documento de identidade. Seria impossível abrir uma conta bancária, fazer sua matrícula em uma faculdade, ou até receber atendimento em hospital. E o que é mais grave? A falta de documento de identidade afeta mais de um bilhão de pessoas ao redor do planeta.
Essas pessoas são conhecidas como “o bilhão invisível”. Estão excluídas, sem acesso a serviços sociais, de saúde, e de educação. Mesmo que sejam trabalhadores, não podem ter uma conta bancária. E sem uma conta bancária, é muito difícil fazer planos para o futuro. Bitcoin resolve isso.
O dinheiro tradicional é centralizado. É emitido por governos, e precisa passar por intermediários como bancos, fintechs e operadoras de cartão de crédito. É um sistema que gera uma concentração de poder perigosa. Onde existe poder concentrado, existe também a possibilidade de ABUSO de poder.
Esses intermediários podem congelar seu dinheiro a qualquer momento. Ou podem até te expulsar do sistema financeiro. Por exemplo, o PayPal pode bloquear sua conta sem explicação. O seu cartão de crédito pode ser bloqueado se a operadora achar que existe risco de segurança. Esses intermediários também criam barreiras que excluem mais de um bilhão de pessoas do sistema financeiro.
Bitcoin é mais acessível porque é o único dinheiro descentralizado do planeta. Esta é uma inovação tão grande que somente agora é que podemos perceber as desvantagens do dinheiro centralizado.
Quando se fala em bitcoin, muita gente pensa em trading, em operações arriscadas tentando comprar bitcoin a um preço baixo para vender depois a um preço alto. Mas o Bitcoin é muito mais do que a especulação de curto prazo buscando lucro financeiro. Bitcoin protege direitos humanos.
Bitcoin é uma moeda digital, livre de censura ou coerção, que não diferencia contra gênero, idade, cor da pele, religião ou opinião política. Hoje, vamos conhecer situações reais que mostram como o Bitcoin te dá liberdade financeira. E como essa liberdade já salvou muitas vidas.
Atenção: este não é um serviço financeiro. Leia o aviso completo antes de continuar.
1. Quando um país está em crise, manter todo o patrimônio na moeda estatal é um suicídio financeiro.
Sempre que um país entra em crise, a moeda estatal é impactada.
Vamos ver o exemplo da Venezuela, um país que sofre há anos com crise política, econômica e social. A moeda estatal, chamada bolívar, está desvalorizada. Só no ano de 2018, a inflação do bolívar foi de um milhão e trezentos e setenta mil por cento.
Vendo o valor do bolívar despencar, os venezuelanos recorrem a outras moedas para proteger o poder de compra de suas economias. Dólar americano era a opção mais óbvia, mas causava problemas. Quando tentavam atravessar a fronteira com dólares na carteira, os venezuelanos podiam ser extorquidos por policiais corruptos.
Para evitar extorsão, muitos venezuelanos começaram a investir em bitcoin. Eles perceberam que é mais fácil proteger suas economias através de um dinheiro descentralizado.
Imagine um designer ou um programador da Venezuela que preste serviços para outros países pela internet. Eles poderiam receber pagamentos em um serviço centralizado, como o PayPal. Porém, o problema é que o dinheiro fica preso no PayPal quando o venezuelano não consegue transferir o saldo do PayPal para uma conta bancária.
A solução era receber pagamento em bitcoin. Esses trabalhadores podiam guardar o bitcoin para o futuro, caso precisassem deixar a Venezuela. Ou eles podiam trocar o bitcoin por outras moedas (Bolívar ou dólares) para cobrir os custos de vida.
Mas o Bitcoin ainda não resolve totalmente o problema. O governo venezuelano monitora transações bancárias (que são centralizadas). Para comprar comida, água, remédio, e outros bens, os venezuelanos precisam converter os bitcoins para a moeda estatal. E o problema é que se eles venderem uma quantidade grande de bitcoins e receberem um valor muito alto, essa transação pode ser congelada pelo sistema centralizado, até que a pessoa explique para as autoridades de onde veio aquele dinheiro.
Mas isso está mudando aos poucos, conforme a adoção de Bitcoin continua aumentando.
2. Em países em guerra, ter bitcoins pode ser a diferença entre a vida e a morte.
Existe um caso famoso no Afeganistão de uma mulher chamada Roya Mahboob. Quando o Talibã tomou o Afeganistão em 1996, Roya era apenas uma criança. Ela teve seus livros queimados e foi proibida de ir à escola.
Anos depois, com o Talibã enfraquecido, Roya descobriu a internet. Ela fez cursos, aprendeu a programar e a falar inglês. Roya fundou uma empresa de desenvolvimento de software que empregava principalmente mulheres. E fundou uma plataforma chamada WomanNX, que ajudava estudantes afegãs a trabalhar. O problema era que, no Afeganistão, as mulheres não podiam usar contas bancárias sem autorização dos pais ou maridos. Elas podiam receber salários, mas não tinham liberdade para usar o dinheiro.
Quando Roya descobriu o Bitcoin em 2013, um bitcoin valia cerca de treze dólares. Roya ajudou suas funcionárias a instalar uma carteira de Bitcoin em seus celulares. E explicou qual era a vantagem: se as funcionárias recebessem dinheiro em bitcoins, seus salários não seriam mais controlados pelo governo, pelos pais ou pelos maridos.
Apesar do bitcoin sofrer com muitas variações de valor em 2013, essas mulheres tinham ganhado mais independência. Desde então, as funcionárias que decidiram continuar com os bitcoins viram seus patrimônios se multiplicarem. Uma delas foi a programadora Laleh Farzan. Para ela, Bitcoin significou mais do que um ganho financeiro. Foi um ganho de liberdade.
Acusada de ter um comportamento inadequado para uma mulher afegã, Laleh foi ameaçada de morte e decidiu fugir do país. No trajeto, ladrões roubaram praticamente tudo o que ela tinha. Mas os seus bitcoins continuavam seguros na internet.
Depois que atravessou várias fronteiras, Laleh vendeu parte dos seus bitcoins e começou uma nova vida na Alemanha. Para Laleh, Bitcoin foi a diferença entre a vida e a morte.
Ouvindo histórias como a de Laleh, a empreśaria Roya criou um curso para ensinar mulheres afegãs a usar Bitcoin. Mesmo que as mudanças na cotação do bitcoin criem ansiedade para quem apenas olha o curto prazo, Roya e suas estudantes entendem que Bitcoin representa liberdade.
Hoje, o Afeganistão está entre os vinte países que mais usam Bitcoin, proporcionalmente. Uma decisão que ajuda muitos afegãos. Por causa do Talibã, vários recursos do exterior foram bloqueados e empresas tradicionais de transferência de dinheiro fecharam as portas para os afegãos. O que não parou nesta crise foi o Bitcoin.
3. Bitcoin é mais do que um instrumento de especulação financeira. É uma ferramenta de justiça social.
Por que estou te contando essas histórias? Para você entender que o Bitcoin não é apenas um ativo de especulação financeira.
Bitcoin está alinhado com a definição mais pura do dinheiro. Um sistema criado para resolver negociações privadas, permitindo que pessoas usem seu dinheiro como quiserem, sem a interferência de uma autoridade central.
Quando você encontrar críticas sobre o Bitcoin na mídia, pense se os críticos já avaliaram como o Bitcoin ajuda a proteger direitos humanos. Bitcoin está devolvendo o controle que as pessoas deveriam ter sobre o próprio dinheiro. Quando você usa Bitcoin, você faz parte de um sistema revolucionário.
Nós já falamos sobre isso no episódio doze da série Dinheiro Arata. O Bitcoin é o único dinheiro descentralizado do planeta. É uma moeda digital que não pode ser confiscada ou controlada por governos ou por grandes empresas.
Mesmo que você viva em um país estável, com moeda forte, não há garantias contra a crise. Veja o exemplo da Argentina, sofrendo após anos de glória econômica. E o exemplo do Brasil, que controlou a hiperinflação em 1994. Depois de quase trinta anos com o índice relativamente controlado, o Brasil já vê de novo a inflação reduzindo o poder de compra da população.
Em momentos de crise, Bitcoin pode ser a garantia de liberdade econômica, e de inclusão social para você e para a sua comunidade. Assim como salvou vidas na Venezuela e no Afeganistão, Bitcoin pode ser amanhã a moeda que salve a sua vida.
Usando Bitcoin, você fortalece um sistema descentralizado que ajuda pessoas a proteger direitos humanos, principalmente em países que passam por graves crises econômicas ou guerras. E, se você aprender a investir em bitcoin com segurança, você pode também enriquecer financeiramente.
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